Meu velhinho ta ficando mais velho hoje!
Há dezenove anos me preparando para a vida e há sessenta e oito por ela espalhando alegria, e haja alegria! O meu maior orgulho é acordar com esse telefone que não pára de tocar, e são eles, os seus amigos, os velhos, os novos e os sempre presentes, que você construiu compartilhando toda essa alegria que existe desde muito tempo aí dentro.
Quero que viva muitos e muitos anos mais, que me ajude com o carro, que conheça a minha casa, que veja meus filhos (e por que não meus netos?), que tenha orgulho do que se tornou a sua menininha rapa do tacho.
Entre as brigas diárias, o nosso mau humor constante (guardadas as devidas proporções desse "nosso"), o silêncio matinal e a gritaria vespertina (não é isso que é família?), eu reconheço, eu tenho mesmo muita sorte!
Um beijo enorme de feliz aniversário! Amo você!
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
ainda somos os mesmos e vivemos...
É frequente em mim a reflexão do quanto vivo, penso e sou igual ou diferente dos meus criadores e sobre o tamanho de sua influência na minha própria criação e formação; e quando vejo hoje, dezenove anos depois do nascimento, minha mãe a fazer coleção de livros de auto-ajuda e meu pai a escutar música ruim, esse pensamento vem à tona e me deixa confusa. Estou certa de que deles herdei muito mais do que as sobrancelhas e o jeito de falar, mas tem uma coisa que me orgulha: o incentivo cultural. Lembro com muito orgulho e respeito de ter perguntado pelo menos umas cinco vezes antes de aprender sozinha, isso lá pruns cinco ou seis anos, o significado de uma palavra e ouvir "Vá procurar no dicionário!"; ou de dizer "Arruma alguma coisa pra mim comer" e ouvir "Mim não come, mim é índio! Para eu comer!"; ou de quando enchiam a boca para dizer que éramos leitores constantes e absolutos, eu e meu irmão, e que tínhamos aprendido a ler com quatro anos de idade.
Toda essa nostalgia vem de uma breve pausa no cotidiano. Pela tarde, fiz uma boa faxina nos livros velhos do meu pai e encontrei alguns clássicos - que hoje sei que são clássicos - que nunca diria possíveis de encontrar. E esse encontro me fez pensar que, se hoje reconheço-os como clássicos, devo à criação letrada que me foi dada, não por ter aprendido com cinco anos o significado de "superficialmente", por exemplo, mas pelo gosto que me foi provocado e que nascia novamente a cada virada de folha.
A grande surpresa foi "O Profeta", de Gibran Khalil Gibran, que aprendi a amar há alguns meses, e que no momento da descoberta da versão boa e velha e desencadernada, datando de "Dezembro/73", me provocou bastante orgulho. E aqui deixo os versos proféticos sobre o amor, o mais nobre de todos os sentimentos e o único Deus que a mim se faz possível de acreditar; nossa fonte e nossa meta hoje e sempre; a única saída diante do aviso constante e presente da nossa única certeza.
Desejos de um bom feriado.
Toda essa nostalgia vem de uma breve pausa no cotidiano. Pela tarde, fiz uma boa faxina nos livros velhos do meu pai e encontrei alguns clássicos - que hoje sei que são clássicos - que nunca diria possíveis de encontrar. E esse encontro me fez pensar que, se hoje reconheço-os como clássicos, devo à criação letrada que me foi dada, não por ter aprendido com cinco anos o significado de "superficialmente", por exemplo, mas pelo gosto que me foi provocado e que nascia novamente a cada virada de folha.
A grande surpresa foi "O Profeta", de Gibran Khalil Gibran, que aprendi a amar há alguns meses, e que no momento da descoberta da versão boa e velha e desencadernada, datando de "Dezembro/73", me provocou bastante orgulho. E aqui deixo os versos proféticos sobre o amor, o mais nobre de todos os sentimentos e o único Deus que a mim se faz possível de acreditar; nossa fonte e nossa meta hoje e sempre; a única saída diante do aviso constante e presente da nossa única certeza.
"Então, Almitra disse: "Fala-nos do Amor".
'Quando o amor vos chamar, segui-o,
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados;
E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe;
Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos;
E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos como o vento devasta o jardim.'
(...)
O amor não tem outro desejo, senão o de atingir a sua plenitude.
Se, contudo, amardes e precisardes ter desejos, sejam estes vossos desejos:
'De vos diluírdes no amor e serdes como um riacho que canta sua melodia para a noite;
De conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada;
De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor;
E de sangrardes de boa vontade e com alegria;
De acordardes na aurora com o coração alado e agradecerdes por um novo dia de amor;
De descansardes ao meio-dia e meditardes sobre o êxtase do amor;
De voltardes para a casa à noite com gratidão;
E de adormecerdes com uma prece no coração para o bem-amado, e nos lábios uma canção de bem aventurança.'"
Desejos de um bom feriado.
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